Todos os dias o meu mundo desaba e se ergue com esplendorosa esperança. Eu vivo em modo limite, tentando acompanhar o ritmo desenfreado dos sentimentos. Completamente incapaz de fazer de outra forma. Dominada por qualquer coisa que não explico, nem tento.
Quase como um animal que traz os sentidos mais apurados, deslizo por aí, tentando passar despercebida, mas virando cabeças ao meu rasto gritante de sofrimento e de felicidade. Largo cheiro de vida que fica por onde ando e alguns olhos seguem-me intrigados com a intensidade que fica.
E fica apenas uma leve suspeita da realidade que vivo. Transpiro drama nos meus olhares tristes, na música que me isola ou no meu entusiasmo súbito. Os homens olham-me intrigados, as mulheres sondam-me, desconfiadas e de mim percebe-se qualquer coisa que não controlo e que levanta um pouco do véu da montanha russa em que se transformou a minha vida.
Sentida, vivida a mil.
